terça-feira, 11 de outubro de 2016

Avaliação G1 - The Void


THE VOID

The Void é uma instalação onde os usuários podem interagir com um ambiente real dentro de uma realidade virtual. Na verdade, o próprio site descreve a experiência não como realidade virtual, mas como Hiper-Realidade. Os usuários participam de jogos dentro de ambientes interativos que são "revestidos" com mundos digitais, criando espaçonaves e calabouços, cavernas e templos, tudo em tempo real.


O projeto sobrepõe o real e o virtual de uma forma bastante completa, Nas palavras dos próprios criadores: "de texturas e temperaturas à umidade e movimento, nossos ambientes respondem aos seus movimentos e escolhas e evoluem naturalmente conforme você interage com eles".


Os usuários colocam um equipamento de realidade virtual que consiste em um colete de hardware proprietário do The Void (na verdade um computador última geração, com processador Intel Core i7 e placa de vídeo NVIDIA e baterias extras) um headset (feito em colaboração com outra empresa) e uma arma (que serve como controle).

Eles entram, então, em um ambiente construído especificamente para  a realidade que eles desejam experienciar, com câmeras que rastreiam seus movimentos pelo sinal do capacete. Em cada um desses ambientes existe uma série de efeitos, como som surround, jatos de água e cortinas de fumaça, que ajudam a tornar o ambiente virtual (mapeado sobre o real) mais imersivo. Os ambientes virtuais são projetados para reagir às ações do jogador.


Enquanto a ação ocorre, a experiência é monitorada em um centro de controle, com telas que exibem o que cada jogador está vendo. Eles podem entrar em contato com os visitantes através do headset, caso necessário. O número de jogadores em cada sessão depende do tamanho do espaço e da atração em si.


Apesar de toda essa infraestrutura e equipamentos de última geração, o projeto ainda possui limitações. É necessária uma variedade maior de jogos interativos utilizados (atualmente todos são de tiro). Projetos como o Nintendo Wii e o Playstation Move já demonstram desde 2006 que um mesmo controle de movimento pode servir para muitas funções e ser adaptado em muitas formas.


Adotando uma lógica semelhante, a arma utilizada atualmente como controle no The Void poderia ser reutilizada com a mesma tecnologia, porém com outras formas, como espada, raquete de tênis, instrumentos musicais ou mesmo luvas com sensor de movimento.



Além disso, a utilização de realidade virtual não é nem um pouco 'invisível', o que em atrações futuras e mais variadas pode quebrar a imersão (por conta do peso do colete, a sensação de ter algo sendo usado no peito o tempo todo etc). O projeto Shadow, da Artefact, é um excelente exemplo de como sensores de movimento e equipamentos VR podem ser incorporados à jogabilidade de uma forma mais orgânica e invisível. O Shadow é uma veste que combina tecidos inteligentes e wearables com várias formas, como uma manga utilizada para captar movimentos dos músculos e sua força.


O computador e a bateria estão localizados no capuz e nas ombreiras, mas por conta da sua combinação com tecidos inteligentes, ele não é tão pesado. Por ser uma roupa, pode ser remodelado de acordo com a temática do jogo (medieval, futurista, entre outros), gerando a experiência mais imersiva possível. Ao invés de apenas enxergar que usa um determinado tipo de vestimenta ou armadura, o usuário poderia senti-lo também.


Além disso, as imagens do projeto mostram que o Shadow poderia ser utilizado em conjunto com um controle multifuncional, como explicado acima, o que permite várias experiências muito diferenciadas entre si. Assim, essas duas substituições no controle e no colete se complementariam e tornariam a experiência mais interativa e imersiva.

Site oficial The Void: https://thevoid.com/


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Pesquisa de G1

Os videogames tem feito cada vez mais uso de aparatos e tecnologias de imersão para que os jogadores possam aproveitar a experiência. Este artigo do site Techradar dá alguns exemplos de equipamentos dos mais diversos - desde um controle que pode, em tese, cumprir todas as funções de todos os controles clássicos da história; até um colete com bolsos de ar comprimido para simular a sensação de levar um tiro em um shooter em primeira pessoa.


Mas essa imersão não é feita apenas de equipamentos periféricos. Muitas vezes ela é utilizada como mecânica dentro dos próprios jogos. Um deles é Dark Echo, um jogo mobile top-down onde o jogador precisa fugir de criaturas misteriosas, mas o cenário - inicialmente uma tela preta - só se revela quando o som dos passos do jogador ecoa nas paredes. A aproximação dos inimigos é detectada, ao mesmo tempo, por som e pela cor vermelha.


O jogo de terror Perception, para PC, PS$ e Xbox One, faz uso de uma mecânica parecida. Cassie, a protagonista, é cega, mas pode perceber as coisas ao seu redor com uma espécie de ecolocalização, que destaca o cenário e objetos importantes. O problema é que ao mesmo tempo em que cada ação permite uma exploração melhor do cenário e abre rotas para que a personagem escape da casa onde está, o barulho também atrai os inimigos para a sua posição.


Mas há outros modos de unir essa interação digital com a física de modo a gerar uma experiência imersiva que afete todos os sentidos. The Void é uma dessas experiências. Trata-se de uma instalação onde os usuários exploram um ambiente enquanto usam todo um aparato de realidade virtual. No entanto, o sucesso das experiências não dependem apenas dos óculos VR: as superfícies dentro do labirinto são construídas especificamente para facilitar a transição entre o real e o virtual. Além disso, outros efeitos também são utilizados, como fumaça e jatos de água (fazendo com que o usuário sinta todas essas coisas enquanto joga).